ENEM: Estudantes do Vale do Iguaçu avaliam Exame Nacional

Aconteceu nos domingos, 3 e 10 de novembro, as duas etapas de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em mais de 1,7 mil cidades de todo o País.

Dos cerca de 5,1 milhões de candidatos que se inscreveram nesta edição do exame, 47% nunca fizeram a prova antes, totalizando um número de 2,4 milhões de estudantes.

Na primeira parte do exame, foram aplicadas as provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias e também a redação, com o tema ‘democratização do acesso ao cinema no Brasil’.

Já no segundo domingo de aplicação, os estudantes fizeram as provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias.

Essa foi a segunda edição do Enem feita em dois domingos seguidos, em vez de um único fim de semana. Em 2018, as provas foram aplicadas nos dias 4 e 11 de novembro.

Para o treineiro Gabriel Andrade, estudante do 2º ano do Ensino Médio, o formato de aplicação em dois domingos foi agradável. “Assim tem um tempo de ócio do participante entre as provas, bom para o preparo do estudantes”, opina. 

Essa foi a primeira vez que Gabriel fez o exame, para entender como ele funciona e estar preparado para o ano que vem. Com a nota, ele pretende entrar em uma instituição de Ensino Superior de qualidade, para cursar Engenharia Civil.

Entre os dois dias de aplicação, Gabriel achou o primeiro domingo mais exaustivo, por ter maior facilidade com a área de Exatas. “O  grande número de textos para a leitura e interpretação deixou a prova mais cansativa para mim”.

Em relação ao tema da redação, Gabriel chegou a estudar um tema parecido, mas acredita que, mesmo assim, fez um trabalho intermediário. “Estudei o tema da democracia da cultura, bastante similar ao tema proposto”. O jovem acredita que muitos estudantes foram pegos despreparados. “Exigia de um conhecimento amplo do aluno, principalmente no requisito da indústria cultural brasileira”.

Por ser treineiro, Gabriel não estudou especificamente para a prova. “Fiz apenas com os meus conhecimentos de primeiro e segundo ano, mas dei uma estudada nos possíveis temas da redação”. Para o próximo ano, o adolescente vai se preparar mais para o exame. “Acho o preparo essencial para atingir meus objetivos, ainda mais por ser um prova de alto nível”, conclui.

Para Gabriela Basniak, a escolha do tema da redação não foi das melhores. “Havia outras temáticas maiores e melhores para serem trazidas, acho que ninguém estava preparado, já que fazia alguns anos que não caia cultura como tema da redação”, afirma. 

Essa foi a quarta vez que a jovem de 19 anos fez o exame. Ela se formou no Ensino Médio em 2018 e tem como objetivo usar a nota para entrar na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Para isso, ela se dedica bastante: desde o início de abril, a jovem acompanha as aulas ao vivo do Descomplica, curso pré-vestibular online. Pela manhã, ela assistia às aulas, e no período da tarde, treinava os conhecimentos com exercícios. “É necessário você criar uma rotina de estudos para conseguir ir bem nas provas, não só no Enem, mas também em vestibulares, até porque as notas de corte estão cada vez mais altas”.

A jovem também concorda que o formato de dois domingos é melhor que o antigo, de um único fim de semana. “Continua cansativo, mas dá mais tempo para relaxar entre uma prova e outra”.

Já Ana Carolina Araújo, estudante do terceiro ano do Ensino Médio, acredita que o formato de dois fins de semana é mais cansativo do que em um só. “É melhor por serem muitas questões e dá uma pausa, mas por outro lado é pior, porque você fica cansado de um fim de semana e quando quer descansar no próximo tem mais prova”, avalia. 

Esse foi o segundo Enem que Ana realizou. Ela acredita que foi bem na área de Humanas, mas, na parte de Exatas, achou complicado. “Exigiram muitas fórmulas que são difíceis de lembrar e tinham muitas contas para se fazer, as folhas de rascunho eram poucas para tanto cálculo”.

O tema da redação, para a jovem, não era complicado, mas levava a diferentes interpretações e caminhos a se escrever. “O texto de apoio falava sobre os pobres não terem acesso ao cinema, mas vi muitas pessoas falarem que escreveram sobre acessibilidade de deficientes aos espaços culturais e a questão do governo”, explica. 

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