Tinder, Badoo Happn.. aplicativos de relacionamentos funcionam?

Apps como estes desde sua criação vem sendo uma boa opção pra quem está procurando um relacionamento amoroso

Muitas pessoas optam pelo uso de aplicativos de relacionamento para encontrar um par. Geralmente essas pessoas demonstram em sua personalidade a  timidez e não conseguem se relacionar pessoalmente, nestes casos o aplicativo é uma “mão na roda”.

Um dos primeiros sites criados no intuito das pessoas se conhecerem foi o Tinder, que é baseado em geolocalização. Fundada em 2012 nos Estados Unidos, a plataforma permite que os usuários criem novas conexões a partir de perfis pessoais.

Seu funcionamento é simples: o usuário tem acesso a perfis de diferentes pessoas a partir de seus interesses. Se gostar do perfil, basta que o usuário deslize o dedo sobre a tela para a direita; caso contrário, é só deslizar a tela para a esquerda. Quando dois usuários gostam um do outro, o app envia uma notificação e permite que ambos iniciem uma conversa.

Tatiana Baninski, professora de Comunicação

A professora Tatiane Baninski conta que usou o aplicativo pela sua eficiência e pela facilidade de buscar alguém que tenha as mesmas afinidades. “O aplicativo é eficiente. As pessoas que usam, nem tanto. A percepção que tive é que muitas pessoas vão no embalo. Deu match (claro, tem os que gostam de colecionar para se tornarem populares) baseados apenas na aparência e muitas vezes nem se preocupam em LER O PERFIL da pessoa (isso quando colocam algo no perfil). Muito mais simples e efetivo, já que ninguém perde tempo: ser claro e objetivo.”

A interface do Tinder é a preferida dos usuários deste aplicativo, por ser leve, fácil de usar e intuitiva. Além disso, concede ao concorrente um ar mais moderno e prático, com a opção de aceitar ou recusar um parceiro simplesmente deslizando o dedo pela tela.

Aline Aparecida, de 21 anos, conta que procurou o Tinder em um primeiro momento para fazer amizades, e já acabou passando por situações inusitadas. “Um dos meus encontros foi um tanto engraçado e diferente para mim. Quando estava em Curitiba para fazer um concurso da Polícia, acabei dando match em um homem, conversamos e marcamos de nos ver. Chegando ao local marcado (um barzinho ao lado do hotel que eu estava), ele tinha trazido sua mulher junto para o encontro, percebi que queriam algo a mais, porém não curto isso, então conversamos, bebemos, eles foram bem simpáticos e até se desculparam, e no final cada um foi pro seu canto”.  

Esses aplicativos tem a fama de ter perfis falsos, que são pessoas se passando por outra, mentindo sobre nome, idade e usando até fotos que não condizem com sua própria aparência, tudo para chamar a atenção de outros usuários. 

Para Tatiana, a primeira coisa que chama atenção nos perfis é a foto. “Claro que aparência física é o que chama atenção num primeiro momento, mas o que tem peso maior é o perfil da pessoa. Se é possível perceber afinidades nos gostos, o nível cultural, etc. O perfil para ser confiável deve vir com uma descrição clara e objetiva do que está buscando e fotos reais e atuais. E se a pessoa conseguir estabelecer no mínimo uma conversa interessante.”

Aline Aparecida, professora de Spinning

Aline conta que um perfil confiável para ela tem de ter várias fotos. “Tem de ter pelo menos umas três fotos boas. Nome e sobrenome para procurar no Facebook e em outras redes sociais, ou ir pelo mais fácil, que é a opção de ter o Instagram vinculado.”

De acordo com a própria companhia que criou o Tinder, atualmente o aplicativo é responsável por 1,6 bilhão de “deslizadas” por dia e, no total, por 20 bilhões de combinações. Além disso, o serviço está disponível para mais de 190 países.

O Tinder foi um dos primeiro aplicativo desse segmento, porém vários outros são usados atualmente, como o tão conhecido Badoo. Criado em 2006, o aplicativo só passou a ser popular entre usuários em 2016, quando suas diretrizes e plataforma passaram por reformulações e ficou com um “ar” mais moderno.

Outro aplicativo que caiu nas graças deste público é o Happn, que tem uma forma diferente de abordagem. Seu funcionamento se baseia nas pessoas que você cruzou durante o dia, oportunizam um melhor reconhecimento da pessoa, caso você tenha visto ela, e não tenha tido a oportunidade de conversar. 

Felipe Bueno de Camargo, de 23 anos, estagiário

Foi por esse aplicativo que Felipe Bueno de Camargo, de 23 anos, conheceu seu atual namorado. “ Usei o Happn por um mês, e já fiz isso de outras plataformas como Tinder, Scruff, Hornet e Grindr. O Happn foi um amigo que veio me visitar que indicou, falando que era mais fácil você “escolher” quando você já viu a pessoa “além do aplicativo.”

Para Felipe, foi o site mais confiável que usou. “Eu comecei a conversar com o Felipe (meu namorado)  uns três ou quatro dias antes do nosso encontro oficial. Em uma sexta à noite, ambos estavam chateados com situações distintas familiares e com a política também, resolvemos na louca nos encontrar. Chamei ele pra ir pra minha casa, e de sexta, ele só foi pra casa no domingo à noite. Depois disso os encontros foram mais frequentes, e mais tarde começamos a namorar.”

O aplicativo monitora pessoas que estão em até 250 metros do usuário, facilitando assim a aproximação das pessoas, sua interface permite que a conta seja logada com as redes sociais, fazendo com que a identificação seja mais verossímil.

Felipe Bueno com seu namorado

Felipe conta que uma foto nesse e nos outros aplicativos que usou que apareça o rosto é o mais importante à primeira vista. “Uma descrição na ‘bio’ mais humana, links para as  redes sociais, coisas assim, que deem uma segurança maior para o contato.” 

No recente livro “Relacionamentos Amorosos na Era Digital”, escrito por Adriana Nunan e Maria Amélia Penido, doutoras em psicologia, as autoras abordam os relacionamentos que começam na internet como potenciais para se expandir para a vida fora dos computadores, como aconteceu com o Felipe. 

Embora tenha uma série de limitações, como possibilitar que as pessoas mintam sobre sua aparência física ou sobre qualquer outra informação, ou a impossibilidade de contato físico, a internet é muito utilizada na busca por parceiros para relacionamentos amorosos, e isso só tende a crescer com o passar dos anos.

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