PSS: Estudantes do Vale do Iguaçu participam do Processo Seletivo Seriado da UEPG

Formato de vestibular dividido em provas anuais durante o Ensino Médio garante maior tranquilidade para os estudantes

 

Foram aplicadas no domingo, 17, as provas do Processo Seletivo Seriado (PSS) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) de 2019.

 

O PSS é uma forma de ingresso na instituição com três provas, uma para cada ano do Ensino Médio. O candidato deve estar matriculado no Ensino Médio para realizar esses três exames, cada um com 60 questões e uma redação, a cada ano que passa, com os conteúdos correspondentes a cada série. 

 

Esse formato diferente do vestibular convencional reserva até 25% das vagas nos cursos da UEPG para seus candidatos, que também podem realizar o vestibular normalmente no terceiro ano do Ensino Médio, assim, tendo mais uma chance de ingresso.

 

A UEPG é uma das 25 instituições de Ensino Superior brasileiras que oferecem o ingresso via PSS. No Paraná, apenas ela e a Universidade Estadual de Maringá (UEM) realizam esse formato. 

 

As provas foram aplicadas em 19 cidades paranaenses: Apucarana, Cascavel, Castro, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Irati, Jacarezinho, Jaguariaíva, Londrina, Maringá, Palmeira, Ponta Grossa, Rio Negro, São Mateus do Sul, Telêmaco Borba, Umuarama e também União da Vitória.

 

Em União da Vitória, foram 139 inscritos, que realizaram as provas no Centro Universitário do Vale do Iguaçu (Uniguaçu).

 

Thiago Belem, estudante do primeiro ano do Ensino Médio no Colégio São José, em Porto União (SC), realizou a primeira prova do PSS neste domingo. O adolescente de 15 anos ficou sabendo das provas pelo colégio e pelas divulgações online que acompanhou.

 

Na UEPG, Thiago pretende estudar Engenharia da Computação. Ele ainda tem mais duas provas pela frente e já conferiu o gabarito dessa primeira. “Acredito que fiz uma boa prova”, avalia.

 

O adolescente acredita que o formato do PSS é melhor que o do vestibular tradicional. “É muito mais justo, já que é uma forma de beneficiar o aluno que demonstrou interesse na instituição antes de finalizar o Ensino médio”, afirma. 

 

Além disso, Thiago acredita que as provas são mais tranquilas de se fazer, pois divide o conteúdo em três partes. “Não é algo muito distante do Ensino Médio comum, tem menor concorrência e oferece maior tranquilidade para realizar as provas”, conclui.

 

Já o aluno do segundo ano do Ensino Médio, Alexandre Rodrigues Calisto, acabou de fazer a segunda prova e desde o ano passado se esforça para entrar em uma universidade do seu gosto no futuro. “Quero tentar o máximo de vestibulares possíveis”, conta.

 

Ele ficou sabendo do PSS por comentários de colegas de aula e professores, mas ainda não sabe o que irá cursar no Ensino Superior. “Provavelmente Engenharia Mecânica”. 

 

Alexandre também acha o formato de provas melhor que o de vestibulares normais, por dividir o conteúdo em três aplicações, porém, também percebe desvantagens. “O sistema de somatória feito é muito desgastante em provas longas como essa”.

 

Ana Cecília Cerri, 19 anos, realizou as provas do PSS em 2017, 2016 e 2015. Para entrar na graduação de Enfermagem, ela também realizou os vestibulares de verão e inverno no seu último ano de Ensino Médio. “Minha classificação no PSS foi muito melhor que pelo vestibular, eu entraria em segunda chamada, mas com o PSS consegui de primeira”, ressalta.

 

A jovem vê como vantagens do processo a tranquilidade emocional que proporciona, por não ser tanto conteúdo de uma vez só. “O vestibular pode ser meio desesperador, é muita coisa, acaba gerando uma ansiedade porque parece que você não vai dar conta”, explica.

 

Por outro lado, ela acredita que, por ser ofertado apenas para os alunos de Ensino Médio, restringe o alcance, pois o processo deve ser iniciado logo no primeiro ano. “Se alguém está no segundo ano e se interessou em fazer, não consegue porque perdeu o prazo, acaba ficando restrito” .

 

Além disso, Ana Cecília acha que logo no início do Ensino Médio, os alunos podem estar imaturos para passar por esse processo. “Às vezes, no primeiro e no segundo ano, a nota não fica tão boa e tem de recuperar no terceirão, mas o aluno também aprende a ter responsabilidade logo cedo com essas situações”, conclui.

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